A morte de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, pode desencadear uma disputa judicial envolvendo a partilha de seu patrimônio, estimado em cerca de R$ 5 milhões. O caso foi abordado na edição desta terça-feira (13) do programa Brasil Urgente, que apresentou detalhes sobre os desdobramentos legais após o falecimento do empresário, encontrado morto em sua residência, na cidade de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela reportagem, Suzane von Richthofen esteve no último domingo (11) na 27ª Delegacia de Polícia, localizada na zona sul da capital paulista. Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, ela teria se apresentado como a parente mais próxima de Miguel Abdalla e tentou formalizar a liberação do corpo. O procedimento, além de viabilizar o sepultamento, poderia dar início ao processo de inventário dos bens deixados pelo tio.
O pedido, no entanto, foi negado pela autoridade policial. Ainda assim, de acordo com o Brasil Urgente, Suzane também teria procurado o Ministério Público, possivelmente para buscar orientações ou medidas legais relacionadas ao caso. Além dela, duas primas de Miguel Abdalla e uma ex-companheira do empresário também teriam se apresentado às autoridades, indicando a possibilidade de um conflito entre familiares e pessoas próximas quanto aos direitos sucessórios.
Advogados consultados pela reportagem explicaram que, na ausência de testamento, a legislação brasileira prevê a possibilidade de herança por parentes colaterais, como sobrinhos, desde que não existam herdeiros da linha direta — cônjuge, filhos ou pais vivos. Nessa hipótese, tanto Suzane quanto seu irmão, Andreas von Richthofen, poderiam ingressar com pedido para partilhar os bens deixados pelo tio.
Especialistas também ressaltaram que, apesar de Suzane ter sido legalmente excluída da herança dos próprios pais em razão do crime pelo qual foi condenada, a lei não a impede de receber herança de outros familiares, desde que atendidos os requisitos legais. Cada caso, contudo, depende de análise judicial individualizada.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto na última sexta-feira (9), dentro de sua casa, em avançado estado de decomposição e sem sinais aparentes de violência. Imagens de câmeras de segurança apontam que ele entrou na residência pela última vez no dia 7 de janeiro.

Suzane von Richthofen tentou liberar corpo de tio encontrado morto
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen esteve na 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo, no domingo (11/1), com o objetivo de tentar liberar o corpo do tio, Miguel Abdalla Netto, de 76 anos. O caso é apurado como morte suspeita pelas autoridades.
Durante o atendimento policial, Suzane alegou ser a parente consanguínea mais próxima do médico e buscou formalizar a liberação do corpo, procedimento que poderia viabilizar o sepultamento e também abrir caminho para a condução do inventário de um patrimônio estimado em R$ 5 milhões. O pedido, no entanto, foi negado pela polícia. As informações foram divulgadas pelo jornalista Ullisses Campbell.
No dia anterior, Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel Abdalla, também tentou realizar a liberação, mas recebeu autorização apenas para fazer o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Segundo Sílvia, Miguel teria manifestado, ainda em vida, a intenção de excluir Suzane da herança.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o portão da residência onde Miguel foi encontrado morto amanhecer pichado, na madrugada do óbito, com a frase: “Será que foi a Suzane?”. O corpo permanece no IML, onde passará por exames periciais e toxicológicos que devem esclarecer as circunstâncias da morte.






