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O corpo da atriz Titina Medeiros está sendo velado desde a noite deste domingo (11) em Natal, no Rio Grande do Norte, e será levado ainda nesta segunda-feira (12) para o município de Acari, onde ocorrerá o sepultamento no fim do dia. A artista morreu aos 48 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas, e recebe homenagens de familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de sua trajetória no teatro e na televisão.
O velório teve início às 23h de domingo no Teatro Alberto Maranhão, no centro de Natal, espaço que teve papel importante na carreira da atriz e que foi escolhido para a despedida por seu simbolismo afetivo e artístico. Durante a manhã e o início da tarde desta segunda-feira, o público pode prestar as últimas homenagens no local.
A partir das 14h, o corpo será transferido para a Casa de Cultura de Acari, município do Seridó potiguar onde Titina nasceu e construiu parte importante de sua identidade pessoal e artística. O sepultamento está marcado para as 17h no Cemitério Municipal de Acari.
As informações sobre o velório e o enterro foram divulgadas por meio das redes sociais oficiais da atriz. Na publicação, a família escreveu: “As últimas homenagens à Titina estão sendo prestadas em Natal, no Teatro Alberto Maranhão, palco que ela amava, e continuam amanhã, em Acari, sua cidade”. A mensagem foi acompanhada por fotos e orientações sobre os horários e locais das cerimônias.
Titina Medeiros, nome artístico de Izabel Cristina de Medeiros, construiu uma carreira sólida no teatro antes de ganhar projeção nacional na televisão. Sua estreia nas novelas aconteceu em “Cheias de Charme”, na qual interpretou a personagem Socorro, papel que a tornou conhecida do grande público e marcou o início de sua trajetória na TV aberta.
Ao longo dos anos, a atriz participou de diversas produções que valorizavam narrativas ambientadas no Nordeste brasileiro, região à qual sempre fez questão de se vincular artisticamente. Entre seus trabalhos mais lembrados estão “Onde Nascem os Fortes”, “Mar do Sertão” e, mais recentemente, “No Rancho Fundo”, exibida em 2024.
Conhecida pelo carisma, pela entrega aos personagens e pela forte ligação com a cultura nordestina, Titina era considerada uma atriz versátil, capaz de transitar entre o drama e a comédia com naturalidade. Nos bastidores, era descrita por colegas como uma profissional generosa, comprometida e apaixonada pela arte.
Ela deixa o marido, o ator César Ferrario, além de familiares e uma legião de admiradores que acompanham sua carreira desde os tempos de teatro até a consagração na televisão.
A morte de Titina gerou grande comoção no meio artístico e entre o público. Mensagens de pesar e homenagens se multiplicaram nas redes sociais desde o anúncio de seu falecimento, no domingo. Para muitos, a despedida em dois espaços simbólicos, o teatro que ela amava e a cidade onde nasceu, representa a síntese de uma trajetória marcada pelo amor à arte e pelas raízes potiguares.




