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Vasco é superior ao Fluminense, sobrevive a roteiro dramático e chega à final

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Reprodução / Instagram @vasco

A semifinal entre Vasco e Fluminense terminou com o desfecho mais coerente possível: o time que apresentou o melhor futebol ao longo dos dois jogos está na decisão da Copa do Brasil. Após vencer com autoridade no jogo de ida, o Vasco soube suportar uma noite de tensão no Maracanã e confirmou a classificação nos pênaltis, mesmo derrotado por 1 a 0 no tempo regulamentar.

O placar da partida de volta só não foi mais elástico graças a uma atuação de alto nível de Fábio. O goleiro tricolor, aos 45 anos, foi o principal responsável por levar a definição para as penalidades, ao evitar seguidas chances claras do Vasco durante os 90 minutos. Ainda assim, no balanço geral do confronto, a equipe de Fernando Diniz foi mais agressiva, produziu mais no ataque e levou vantagem no volume de jogo.

Quem apareceu quando realmente importava foi Léo Jardim. Discreto durante a maior parte do duelo, o goleiro vascaíno assumiu o protagonismo na disputa por pênaltis. O erro de Vegetti na primeira cobrança trouxe à tona o temor da eliminação, mas Jardim manteve a calma, fez a defesa decisiva e repetiu o desempenho que já havia sido determinante em outras campanhas recentes do clube.

A vaga na final passa a integrar uma sequência de noites marcantes do Vasco nos últimos anos. O peso da classificação vai além do aspecto esportivo: ela foi construída em um clássico histórico, decidido no Maracanã, em um momento de rivalidade máxima, e após um roteiro que exigiu resistência emocional do elenco.

O jogo começou com mais um obstáculo. Assim como na ida, o Vasco precisou lidar com a adversidade e saiu atrás no placar após um gol contra de Paulo Henrique, lance raro para um jogador geralmente regular. Mesmo em desvantagem, o time manteve a postura ofensiva e seguiu criando as melhores oportunidades.

Sem grande influência de Coutinho na organização das jogadas, Gómez e Rayan assumiram o protagonismo no ataque. O colombiano foi o destaque do confronto, criando dificuldades constantes para a defesa tricolor. Rayan também esteve perto de marcar em mais de uma ocasião, mas parou em defesas decisivas de Fábio e em intervenções providenciais de Thiago Silva, que evitou gols praticamente certos.

Com a vitória mínima do Fluminense no tempo normal, a decisão foi empurrada para os pênaltis. E o sofrimento aumentou logo no início, com a cobrança desperdiçada por Vegetti, artilheiro e herói do primeiro duelo. A reação veio na sequência. Coutinho, mesmo visivelmente desgastado fisicamente, foi mantido por Diniz e correspondeu ao converter sua cobrança com precisão. Rayan e Victor Luís também mostraram frieza.

O momento decisivo ficou novamente com Léo Jardim. O goleiro escolheu o centro do gol e defendeu o pênalti de Canobbio, abrindo caminho para a classificação. A cobrança convertida por Puma Rodríguez confirmou a vaga e desencadeou a festa vascaína no Maracanã, reacendendo a expectativa por um título nacional que não vem desde 2011.

A final da Copa do Brasil diante do Corinthians recoloca o Vasco em evidência no futebol brasileiro. Em uma temporada marcada por avanços institucionais, como a recuperação judicial, a definição de um novo fornecedor esportivo e os progressos na reforma de São Januário, a diretoria liderada por Pedrinho conseguiu corrigir o rumo após um período de instabilidade.

O elenco também apresentou evolução. Dos reforços contratados na metade do ano, a maioria assumiu espaço no time titular. Cuesta, Robert Renan e Barros deram maior solidez ao setor defensivo. Thiago Mendes foi seguro nos dois jogos da semifinal, enquanto Andrés Gómez se firmou como o principal nome do Vasco no confronto, decisivo nas duas partidas.

A escolha por Fernando Diniz foi a decisão mais marcante da diretoria. Embora o treinador tenha convivido com oscilações ao longo da temporada, refletidas no desempenho no Campeonato Brasileiro, sua equipe se mostrou competitiva nos jogos eliminatórios. Superior a Botafogo e Fluminense, o Vasco chega à final com méritos, identidade e a possibilidade real de encerrar o ano em alta.

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