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O Flamengo anunciou nesta segunda-feira o encerramento de suas atividades na canoagem e no remo paralímpico, decisão que implica a dispensa de todos os atletas ligados às modalidades. Entre eles está Isaquias Queiroz, um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro, que deixa o clube após sete anos vestindo a camisa rubro-negra. A diretoria classificou a medida como parte de uma “avaliação estratégica” do departamento de esportes olímpicos.
Além de Isaquias, a equipe de canoagem era formada por Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler. Já o pararemo, único esporte paralímpico mantido pelo Flamengo, tinha como representantes Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. Nenhum dos atletas havia se manifestado publicamente até a divulgação da nota oficial do clube.
Segundo informações de bastidores, o custo mensal da equipe de remo paralímpico girava em torno de R$ 10 mil. Ainda assim, a diretoria argumenta que o fator financeiro não foi o principal motivador para a decisão. O clube sustenta que o encerramento das modalidades está ligado à dificuldade de manter um projeto estruturado de formação, uma vez que parte significativa dos atletas não reside nem treina no Rio de Janeiro.
Em nota, o Flamengo exaltou a trajetória de Isaquias e seu peso histórico para o esporte nacional. Dono de cinco medalhas olímpicas, o canoísta conquistou a prata no C1 1000 metros em Paris 2024, o ouro na mesma prova em Tóquio 2021, além de duas pratas e um bronze nos Jogos do Rio, em 2016. Sua passagem pelo clube foi marcada por títulos, protagonismo internacional e forte identificação com a camisa rubro-negra.
O clube afirma que a filosofia que orienta seus investimentos no esporte olímpico prioriza a combinação entre alto rendimento e formação de base, com estruturas permanentes que permitam desenvolver novos talentos. Nesse contexto, a ausência dos atletas no dia a dia do Rio de Janeiro teria inviabilizado a consolidação de um projeto de longo prazo, segundo a própria avaliação interna.
No caso do pararemo, o Flamengo destacou o pioneirismo e a importância simbólica de manter uma equipe paralímpica, mas reconheceu que o formato atual não se mostrava sustentável dentro dos parâmetros estabelecidos pelo clube para suas modalidades esportivas. A nota ressalta o agradecimento aos atletas pela dedicação e pela contribuição à história rubro-negra no paradesporto.
A decisão gerou repercussão no meio esportivo, especialmente pela saída de Isaquias, considerado um dos maiores atletas olímpicos da história do país. A expectativa agora é sobre os próximos passos do canoísta, que segue como um nome de peso no cenário internacional e deve atrair interesse de outras instituições ou projetos esportivos.
Ao encerrar sua participação na canoagem e no pararemo, o Flamengo reforça uma mudança de rota no esporte olímpico do clube, concentrando esforços em modalidades nas quais é possível manter centros de treinamento, categorias de base e acompanhamento diário dos atletas. A diretoria afirma que a medida não representa um abandono do esporte olímpico, mas sim uma readequação de prioridades dentro de um planejamento mais amplo.




