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Warner Bros. rejeita nova oferta da Paramount e reafirma acordo com a Netflix

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A disputa pelo controle de um dos maiores conglomerados de mídia do mundo teve mais um desdobramento nesta quarta-feira (7). O conselho de administração da Warner Bros. Discovery (WBD) decidiu rejeitar oficialmente a oitava proposta de aquisição apresentada pela Paramount Skydance (PSKY), grupo liderado pelo executivo David Ellison.

Em comunicado encaminhado à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos, a WBD considerou inadequada a oferta de US$ 30 por ação e reforçou que o acordo já firmado com a Netflix segue sendo a alternativa mais sólida e vantajosa para os acionistas da companhia.

De acordo com informações divulgadas pela revista Variety, a decisão da Warner não se baseia apenas no valor financeiro da proposta, mas principalmente na viabilidade do negócio. O conselho manifestou preocupações significativas sobre a capacidade da Paramount Skydance de concluir a operação nos termos apresentados. Avaliada em cerca de US$ 14 bilhões, a PSKY precisaria captar aproximadamente US$ 94 bilhões para viabilizar a aquisição, o que tornaria a operação a maior compra alavancada da história do setor.

Em carta direcionada aos acionistas, a Warner foi direta ao apontar o risco envolvido. Segundo a empresa, a Paramount Skydance tenta realizar uma aquisição que exigiria um volume de recursos equivalente a quase sete vezes o seu valor total de mercado, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade financeira da proposta.

Outro ponto destacado pelo conselho da WBD é o custo de uma eventual ruptura com a Netflix. A rescisão do acordo atual implicaria um desembolso estimado em US$ 4,7 bilhões, somando multas contratuais e juros, o que reduziria de forma expressiva qualquer ganho adicional que a oferta da Paramount pudesse gerar. Além disso, a proposta da PSKY não é vinculante, o que permitiria a David Ellison rever valores ou até desistir da negociação antes da conclusão.

A Warner também comparou o perfil financeiro das duas empresas interessadas. Enquanto a Netflix possui classificação de crédito nível “A” e mantém um fluxo de caixa robusto, a Paramount Skydance é classificada como investimento de maior risco e ainda depende fortemente do mercado de televisão linear, segmento que enfrenta queda contínua de audiência e receitas.

Diante desse cenário, a Warner Bros. Discovery reafirmou seu compromisso com o acordo de US$ 83 bilhões fechado com a Netflix em dezembro de 2025. A transação prevê a venda dos estúdios Warner e da plataforma de streaming HBO Max pelo valor de US$ 27,75 por ação.

Um dos pilares da estratégia envolve a separação da Discovery Global, divisão responsável por canais de TV, esportes e jornalismo, prevista para o terceiro trimestre de 2026. Pelo modelo acordado com a Netflix, os acionistas da Warner manteriam suas participações nessa nova estrutura, condição que não seria preservada em uma eventual aquisição hostil por parte da Paramount Skydance.

Reprodução: Netflix e Warner Bros
Reprodução: Netflix e Warner Bros
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Reprodução: Warner Bros e Paramount

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