Reprodução/Instagram @oficialbrunogoleiro
O goleiro Bruno anunciou que desistiu de se encontrar pela primeira vez com o filho, Bruninho Samúdio, de 15 anos, fruto de seu relacionamento com Eliza Samúdio, morta em 2010. O encontro, segundo o atleta, estava marcado e era aguardado por ele há anos, mas acabou cancelado por “medidas de segurança” diante de exigências que considerou inadequadas e juridicamente arriscadas.
Em publicações nas redes sociais, Bruno afirmou que a avó do adolescente, Sônia Moura, e a advogada que a representa impuseram uma série de condições para que o encontro acontecesse. Entre elas, a exigência de que ele comparecesse sozinho, sem a presença de seu advogado, sem a companhia da esposa e em um local que só seria informado após sua chegada ao Rio de Janeiro.
“Seria um dia muito importante para mim e para ele. Sempre quis que esse encontro acontecesse, mas infelizmente não vai acontecer nessas condições”, escreveu. O goleiro alegou ainda que existe uma medida judicial que o impede de se aproximar do filho, determinação que afirma respeitar desde que foi estabelecida, o que aumentaria a necessidade de acompanhamento jurídico.
Bruno disse que passou a desconfiar da real intenção por trás do encontro quando soube que haveria envolvimento de um jornalista conhecido e que câmeras estariam instaladas no local. Segundo ele, a proposta não tinha como objetivo a aproximação entre pai e filho, mas a produção de conteúdo para um suposto documentário sobre Bruninho.
“Isso era uma armadilha para que eu falasse algo sobre a mãe do meu filho. Queriam que isso repercutisse publicamente”, afirmou, dizendo que não se sentiu seguro para seguir adiante com o encontro.
Após o desabafo, Bruno deixou uma mensagem direcionada ao adolescente. “Tenho muita vontade de poder abraçá-lo e conversar com ele. Continuo à disposição para que esse encontro aconteça, desde que seja em condições seguras e respeitosas”, escreveu.
Os advogados do goleiro divulgaram uma nota de esclarecimento reforçando que o atleta estaria sendo coagido a aceitar o encontro nos moldes propostos. No comunicado, a defesa afirma que Bruno foi pressionado a comparecer sem garantias legais mínimas e sob ameaça de que, caso não aceitasse, seria requerida uma medida protetiva judicial.
A defesa também ressaltou que, ao longo dos anos, Bruno sempre respeitou a proibição de manter contato com o filho, conforme determinado pela avó, e que somente recentemente houve mudança de postura, após o reaparecimento de documentos pessoais de Eliza Samúdio.
“O assistido tem interesse em conversar e se entender com Bruninho, mas apenas em condições saudáveis, sem riscos jurídicos ou interesses escusos”, diz a nota.
Bruninho Samúdio vive atualmente sob os cuidados da família materna.




