Reprodução/Instagram @cruzeiro
Gerson foi oficialmente apresentado como jogador do Cruzeiro nesta terça-feira, em Belo Horizonte, e viveu um momento marcado por emoção, explicações sobre a escolha pelo clube e projeções para o futuro. O volante citou a Copa do Mundo como um dos fatores decisivos para aceitar a proposta da Raposa e se emocionou ao defender o pai, Marcos Antônio da Silva, das críticas recebidas durante as negociações recentes.
A contratação do jogador representa o maior investimento da história do futebol brasileiro em valores corrigidos pela inflação. Para tirar Gerson do Zenit, da Rússia, o Cruzeiro concordou em pagar 27 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 169 milhões. O contrato ainda prevê o pagamento de mais três milhões de euros em bônus, aproximadamente R$ 18 milhões, caso metas esportivas estabelecidas sejam atingidas.
Durante a coletiva, Gerson agradeceu ao Flamengo, seu ex-clube, e afirmou que o projeto apresentado pelo Cruzeiro foi determinante para a decisão. “Não sou um cara que gosta muito de reclamar. Sou grato a Deus pelas oportunidades. O Cruzeiro é um projeto irrecusável. Quando há um esforço muito grande de um clube, isso precisa ser levado em consideração”, afirmou.
O novo camisa 97 da Raposa iniciou os treinamentos com o elenco nesta segunda-feira e tem previsão de estreia no clássico contra o Atlético-MG, no dia 25 de janeiro, pela primeira fase do Campeonato Mineiro. Mesmo após um período fora do país e mais de um mês de férias, o volante garantiu que está se preparando intensamente para ficar à disposição o quanto antes. “Já estou adaptado, fui muito bem recebido, conheço alguns jogadores e o grupo é acolhedor. Estou trabalhando bastante para estar disponível o mais rápido possível”, disse.
Gerson chegou ao Zenit no meio do ano passado, vendido pelo Flamengo, mas teve pouco espaço na equipe russa. Em 12 partidas, marcou um gol e ainda sofreu uma lesão que atrapalhou sua sequência. O retorno ao Brasil foi visto como estratégico para se recolocar no radar da seleção brasileira.
O jogador afirmou que o sonho de disputar a próxima Copa do Mundo pesou na escolha. “Meu sonho é estar na Copa do Mundo, e o projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. O importante é estar em campo ajudando e fazendo meu trabalho”, explicou. A última convocação de Gerson ocorreu na Data Fifa de junho do ano passado, quando atuou contra Equador e Peru, já sob o comando de Carlo Ancelotti.
O momento mais marcante da apresentação veio quando o volante falou sobre a família, especialmente sobre o pai, que sempre esteve presente em sua trajetória. Emocionado, Gerson lembrou que foi treinado por ele desde criança e que ambos passaram por dificuldades antes do sucesso no futebol. “Meu pai foi meu primeiro treinador. A gente passou por momentos em que não tinha o que comer em casa, e ele sempre acreditou em mim, mesmo quando eu não acreditava”, contou.
O jogador também rebateu críticas direcionadas ao pai, que participa ativamente da carreira do filho e já foi citado publicamente em negociações passadas. “É muito fácil criticar a vida do outro por trás de um telefone. Ninguém sabe o que a gente passou. Não vai ser agora que eu vou abandonar ele”, afirmou.
Com lágrimas nos olhos, Gerson explicou que o choro não era de tristeza, mas de alívio e gratidão. “É um desabafo, porque é doloroso ver o que falam da tua família. Mas eu respondo dentro de campo, e vai ser sempre assim”, concluiu.




