Reprodução / Instagram @dudadalponte
A participação de Duda Dalponte no Jornal Hoje desta quarta-feira (26) gerou forte repercussão nas redes sociais. A repórter acabou se tornando um dos assuntos mais comentados do dia após telespectadores perceberem que ela teve o cabelo puxado repetidas vezes enquanto trabalhava no meio da torcida do Flamengo durante a cobertura da final da Libertadores, realizada no Rio de Janeiro. Nas imagens transmitidas ao vivo, era possível notar a repórter tentando manter a concentração enquanto era empurrada e puxada por pessoas que acompanhavam o movimento da torcida.
Horas depois do episódio, já em casa, Duda publicou um vídeo nas redes sociais para explicar o que aconteceu. Visivelmente exausta e ainda abalada, ela classificou o episódio como uma agressão e comentou que, embora transmissões cercadas por grandes torcidas exijam preparo físico e emocional, desta vez o limite foi ultrapassado de forma clara e preocupante.
“Cheguei em casa depois de um dia bem cansativo. Normalmente essas coberturas já são puxadas, mas hoje foi ainda mais por causa do que aconteceu. Eu estava entrando ao vivo para a Globo quando puxaram meu cabelo. Na primeira vez, achei que tinha sido sem querer. A gente está acostumada ao empurra-empurra, à muvuca, coisas comuns nesse tipo de ambiente”, relatou a jornalista, dizendo que inicialmente tentou seguir com naturalidade, como costuma fazer em situações de torcidas agitadas.
No entanto, logo percebeu que não se tratava de um acidente isolado.
“Na segunda vez, eu vi que era proposital. E, na terceira, virei para tentar entender o que estava acontecendo e quem estava fazendo aquilo. Conversei com algumas pessoas ali perto, mas não conseguimos identificar quem era. A gente tenta sempre encontrar o lugar mais seguro possível e vai preparada psicologicamente para lidar com muita gente empolgada”, afirmou, destacando a dificuldade de trabalhar em ambientes muito cheios, especialmente em coberturas externas transmitidas ao vivo.
Duda também lembrou que situações desconfortáveis já fazem parte da rotina de quem trabalha na linha de frente do jornalismo esportivo. Ela contou que, em outras oportunidades, foi atingida por bebida, tinta e outros objetos jogados por torcedores. Mesmo assim, ressaltou que o que aconteceu desta vez ultrapassou qualquer noção de limite ou brincadeira.
“Tudo isso faz parte do jogo, mas existem coisas que não são brincadeira, não são empolgação. Algumas atitudes são agressão. E o que aconteceu hoje foi isso: uma agressão. Fiquei muito triste por ter passado por essa situação e por saber que ainda acontece. Espero que não se repita e que sirva de alerta para quem falta com respeito, especialmente com mulheres que estão trabalhando na rua”, declarou, recebendo apoio imediato de colegas de profissão e internautas.




