Reprodução / Instagram @fluminensefc
O Fluminense está cada vez mais próximo de receber uma proposta formal para a criação da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo informações de bastidores, o modelo já está definido e será apresentado ao clube nas próximas semanas por um grupo de 15 torcedores milionários, que se organizaram para adquirir cotas da futura empresa que poderá comandar o futebol tricolor.
A iniciativa foi estruturada pela Lazuli Partners, gestora de investimentos que, por meio de sua subsidiária LZ Sports, ficará responsável pela administração da SAF caso o projeto avance. A ideia central é que o fundo formado pelos investidores seja o sócio majoritário, enquanto a associação do clube passaria a ter participação minoritária. Para que a mudança ocorra, será necessária a aprovação tanto do Conselho Deliberativo quanto dos sócios do Fluminense.
O documento final ainda está em ajustes, mas já se sabe que a proposta prevê um aporte inicial relevante, além de novos investimentos nos primeiros anos de operação. O compromisso dos cotistas é de priorizar resultados esportivos antes mesmo da busca por retorno financeiro. Entre as metas discutidas estão colocar o Fluminense entre os clubes com uma das maiores folhas salariais do país e incluir no projeto tanto o CT de Xerém quanto o futebol feminino, além de assumir a expressiva dívida da associação, que, segundo o balanço de 2024, chegava a R$ 865 milhões.
Há também a possibilidade futura de abertura de cotas menores, permitindo que outros torcedores com menor poder aquisitivo participem da SAF. Essa medida, no entanto, ainda está em avaliação.
Alguns nomes que compõem o grupo já foram revelados pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo. Estão entre eles André Esteves, controlador do BTG Pactual; Thiago De Luca, diretor-geral da Frescatto; José Zitelmann, cofundador da Absoluto Partners; além de integrantes da tradicional família Almeida Braga, ligada à Icatu Seguros. A presença desses empresários reforça o peso e a capacidade financeira do fundo que pretende assumir o futebol tricolor.
O processo, no entanto, não deve ser concluído às pressas. Existe a possibilidade de que a votação entre os sócios ocorra apenas após a eleição presidencial do clube, prevista para acontecer entre a segunda quinzena de novembro e o início de dezembro.
O atual presidente, Mário Bittencourt, que participa ativamente das negociações, teria papel de destaque na futura gestão, caso a SAF seja aprovada. No pleito que se aproxima, o candidato da situação será o atual vice-presidente, Mattheus Montenegro. Do lado da oposição, já se colocaram como pré-candidatos o advogado Ademar Arrais, o jornalista Ricardo Mazzella e o médico Celso Barros, ex-presidente da Unimed e figura conhecida no universo tricolor.
A proposta oficial deve ser entregue em breve, restando apenas ajustes finais no documento. Até lá, os investidores reforçam não haver pressa para concluir a operação.